Depois do sucesso estrondoso de Barbarian (Noites Brutais) e de Companion (Acompanhante Perfeita), onde Zach Cregger atuou como produtor, o recém-consagrado diretor retorna com mais um aclamado terror: Weapons (A Hora da Morte).
Sinopse:
Dessa vez, a trama se passa na enigmática cidade de Maybrook, onde 17 crianças desaparecem simultaneamente em uma única madrugada, restando apenas um sobrevivente. O detalhe mais intrigante? Todas pertenciam à mesma turma escolar — e agora, a professora Justine Gandy se torna a principal suspeita.

A partir daí, acompanhamos o desenrolar das investigações. O primeiro ato, embora adote um ritmo mais lento, é coeso e bem estruturado. Ele apresenta os pontos principais da narrativa, sustenta a construção dos personagens e desenvolve a ambientação de Maybrook com riqueza de detalhes. Assim, em pouco tempo o espectador já se sente parte daquela realidade.
Além disso, o elenco contribui muito para o impacto da obra. Weapons transita entre o terror e o suspense, e os atores conseguem manter essa tensão constante. Julia Garner se destaca como Justine, sustentando boa parte do suspense do primeiro ato. Josh Brolin, como Archer Graff, transmite com intensidade o desespero de um pai que perdeu o filho. No entanto, a grande surpresa é Cary Christopher, intérprete de Alex Lilly, o único aluno sobrevivente. Sua entrega é tão convincente que ele se coloca em outro patamar, tanto em desenvolvimento quanto em presença em cena.
Outro ponto forte está no equilíbrio do roteiro. Apesar do clima sombrio, há momentos sutis de comédia que funcionam bem. Já o vilão, cheio de trejeitos e personalidade, remete levemente ao perturbador Longlegs (2024) e deixa um gosto de quero mais.
Por fim, Weapons se apoia no sobrenatural e, assim como em Barbarian, não tem medo de abraçar o bizarro. O resultado são cenas de pavor intenso e puro caos. Ainda em cartaz nos cinemas, o filme já é apontado como um dos melhores do ano dentro do gênero de terror.
