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Seu coração está pronto para ser contado pela deusa do amor?

Encantando o público com uma epopéia que se passa durante as Grandes Guerras, Julie Berry permite que os deuses gregos contem as histórias de quatro mortais e como elas se entrelaçaram pela amizade e pelo amor. Em Guerra, Adorável Guerra,...

Sumário

Encantando o público com uma epopéia que se passa durante as Grandes Guerras, Julie Berry permite que os deuses gregos contem as histórias de quatro mortais e como elas se entrelaçaram pela amizade e pelo amor.

Em Guerra, Adorável Guerra, conhecemos Hazel, uma garota que tem um sonho de ser uma grande pianista, James, um aspirante a soldado que na verdade queria ser arquiteto, Colette, uma órfã que tem o dom de encantar todos com a sua voz, e Aubrey, um músico conhecido pelo ragtime e que é convocado para linha de frente. As vidas desses quatro jovens se cruzam em meio ao caos da guerra como a esperança que precisavam para sobreviverem aos tempos sombrios.

Enquanto Hazel e James se conhecem em um baile e tem a oportunidade de passarem um tempo juntos antes de ele ir para a guerra, mesmo que ele não tenha beijado ela e frustrado muitos leitores, Colette e Aubrey se conhecem no batalhão em que ela e Hazel decidem ajudar os soldados, e ele faz parte de uma banda, que, na verdade, é uma companhia de soldados negros e faz apresentações nos momentos de descanso dos soldados.

Essa história que mistura guerra e amor é contada por Afrodite, deusa do amor, após seu marido, Hefesto, deus das forjas, fazer uma armadilha para pegar sua esposa e o amante, Ares, deus da guerra. Juntamente com partes contadas por Apolo, deus da música, Hades, deus dos mortos, e Ares, Afrodite conta ao seu marido o motivo de ter tanta inveja dos humanos: o amor, a relação, a finitude.

Para a deusa, o viver eternamente não traz as sensações do amor real, de aproveitar o tempo que têm, ficar junto enquanto pode e esperar para se encontrarem o mais rápido possível. A necessidade de amar e de ser amado não é comum entre os deuses, porém, Afrodite só queria sentir o amor humano.

Além disso, a amizade de Hazel e Colette, surgida quando as duas decidiram ajudar nos campos de batalha, Hazel para tentar encontrar seu soldado e Colette em uma busca pessoal, mostra que, em meio ao caos, existe um porto seguro para cada uma, alguém em que se apoiar e apoiar a outra, sempre juntas, sempre em busca da felicidade e tentando tê-la em pequenos momentos em que a angústia toma conta.

Em sua ajuda no batalhão, Colette e Hazel conhecem Aubrey. A amizade entre os três também se tornou um refúgio, e a paixão, o amor que cresceu em Colette e Aubrey afirmou novamente o grande desejo da deusa do amor: o amor humano, aquele que surge e que pode acabar a qualquer momento, mas que são nesses momentos mais difíceis que encontramos algo para nos agarrar.

Apesar de Hazel e James terem mais momentos que Colette e Aubrey — o que me frustrou um pouco, já que queria ver mais momentos do segundo casal — a história dos dois casais são incrivelmente representadas, principalmente pela narração dos outros deuses,  mostrando que o amor pode ser feito de diversos sentimentos: felicidade, medo, angústia, luto, ansiedade, música. Sim, nesse livro, a música é um sentimento.

No final, entendemos o porquê de aquelas pessoas, aquelas almas terem se encontrado nessa vida e desejamos ter um amor cuidado pela deusa. Julie Berry conseguiu transformar uma guerra em uma celebração do que mais nos torna humanos: a capacidade de amar e ser amado.

Já leu essa história? O que achou? Me conta nos comentários!

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Isabela Godoy
Sobre o autor Isabela Godoy

Leitora, colecionadora de gibis da turma da mônica jovem, amante de doramas e Velozes e Furiosos. Gosta de ler livros de romance e fantasia, sempre esperando que sátiro venha buscar ela, e assistir filmes e séries da Disney, sendo suas favoritas Gravity Falls e Os Feiticeiros de Waverly Place. Sempre está ouvindo Bruno Mars ou Turma do Pagode enquanto faz as tarefas do dia a dia.

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