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“Diário de um repórter no Acre” acompanha os bastidores da cobertura jornalística em áreas de conflito na Amazônia 

Lançado nesta quarta-feira (21), o documentário “Diário de um repórter no Acre: entre invisibilidades, poder e reporte em tempos de opacidade” acompanha a rotina da jornalista Hellen Lirtêz durante uma investigação sobre conflitos agrários no Acre e os desafios de produzir reportagem...

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Lançado nesta quarta-feira (21), o documentário “Diário de um repórter no Acre: entre invisibilidades, poder e reporte em tempos de opacidade” acompanha a rotina da jornalista Hellen Lirtêz durante uma investigação sobre conflitos agrários no Acre e os desafios de produzir reportagem em territórios marcados por disputas fundiárias, pressão política e acesso restrito à informação.
 

O filme é um dos selecionados pelo edital “Violência Contra Jornalistas na Amazônia e Medidas de Proteção”, promovido pelo Instituto Vladimir Herzog em parceria com a Embaixada da Noruega. A iniciativa apoiou produções audiovisuais voltadas à discussão sobre violência contra jornalistas, liberdade de imprensa e condições de trabalho na Amazônia.
 

Dirigido por Hellen Lirtêz e Alexandre Cruz Noronha, o documentário acompanha deslocamentos, entrevistas e bastidores da apuração em regiões atravessadas por conflitos pela terra e pela invisibilização de comunidades tradicionais. Sem assumir um formato tradicional de reportagem investigativa, a produção se aproxima de um diário de campo, registrando dificuldades cotidianas da prática jornalística em áreas distantes dos grandes centros de mídia.
 

Especializada em meio ambiente, conflitos agrários e racismo ambiental, Hellen conduz a narrativa a partir da experiência de quem atua diretamente na cobertura de pautas ligadas à Amazônia. O filme mostra como limitações de infraestrutura, baixa transparência institucional e relações de poder locais interferem na circulação de informações e no próprio exercício da reportagem.
 

A produção também discute como determinados conflitos permanecem fora do debate público nacional, especialmente aqueles relacionados à disputa por território, violência no campo e impactos sobre populações tradicionais.
 

A fotografia de Alexandre Cruz Noronha acompanha o percurso da investigação e reforça o caráter observacional do documentário. Com atuação voltada à Amazônia, direitos humanos e mudanças climáticas, o fotógrafo constrói uma narrativa visual marcada pela proximidade com personagens e territórios retratados.
 

Ao acompanhar os bastidores da apuração, o filme coloca em primeiro plano as condições em que o jornalismo é produzido na Amazônia e as diferentes formas de vulnerabilidade que atravessam o trabalho de comunicadores na região.

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Marina Bueno
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