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Crítica: Wicked: Parte II (2025)

Brazil i’m devastated A aguardada segunda parte da adaptação do musical da Broadway, Wicked: Parte II, chega aos cinemas como uma conclusão emocionante para a história de Gilda (Ariana Grande) e Elphaba (Cynthia Erivo) junto à boa direção de Jon...

Sumário

Brazil i’m devastated

A aguardada segunda parte da adaptação do musical da Broadway, Wicked: Parte II, chega aos cinemas como uma conclusão emocionante para a história de Gilda (Ariana Grande) e Elphaba (Cynthia Erivo) junto à boa direção de Jon M. Chu longa engrandece por ótimos números musicais e desenvolvimento maior para as consequências das escolhas das duas. 

Na trama acompanha Elphaba, a futura Bruxa Má do Oeste, e seu relacionamento com Glinda, a Bruxa Boa do Norte. O segundo de uma adaptação cinematográfica em duas partes do musical da Broadway.

“Qual o valor de uma escolha, qual comprometedora ela pode ser?”
  Essas são as respostas dadas em Wicked: Parte II. No final da primeira parte somos apresentados à revolta de Elphaba ao Mágico de Oz contra os planos contra os animais falantes na terra esmeralda; a partir daí somos levados para uma jornada de reflexões e paralelos com o mundo de hoje.

Ao longo de suas 2h e 18 min, Jon nos aprofunda sobre Oz e como essa cidade brilhante se esconde em mentiras e manipulação. A dupla Madame Morrible (Michelle Yeoh) e Mágico (Jeff Goldblum) transmite isso muito bem; toda sua execução na obra nos acena ao mostrar essa representação do mal personificado pela Bruxa Malvada do Oeste, que é criada para dar tom manipulador e opressor. Toda essa construção forte de criação de fake news com elas pode acabar com alguém.

Glinda, a “boa”, é, nessa sequência, uma das personagens que têm mais camadas e é uma das melhores interpretações de Ariana Grande. Toda a construção dela para ser a bruxa boa tem bom equilíbrio dramático e cômico; a cantora e atriz é versátil em equilibrar essa personagem. No terço final, Ariana traz uma dor sentida dentro e fora da tela e uma das cenas mais tristes do ano.

Wicked: Parte II/Foto: Universal Pictures

Cynthia Erivo traz novo tom a sua Elphaba após ser transformada nessa figura vilanesca pelo Mágico. A personagem já era super interessante no primeiro capítulo, agora rouba cena mais uma vez. Há instantes em que só a presença toma conta do cinema todo; ela transmite muito bem o novo lado mais sombrio. Essa maldade foi imposta de maneira gradual. A parte musical, onde essa dor é transformada em momentos poderosos com sua linda voz, como em “No Good Deed” e “For Good”, que ela mostram que tem um talento completo.

Jonathan Bailey tem mais destaque, consegue dar mais personalidade ao seu Fiyero; a química com Elphaba é muito boa. Ethan Slater (Bloq) e Merissa Bonde (Nessa) têm mais um pouquinho de tempo; mesmo que seja pouco, existe aprofundamento dos objetivos de seus personagens.

Jon M. Chu entrega paixão nas cenas musicais. Dá para ver o amor que está sendo passado para a tela em cada parte desses números, mesmo os mais simples nos transmitem a importância daquela ação ou consequência.  Em “Wonderful”, cantada por Jeff e Ariana, que é uma das sequências  mais criativas do filme, em sua oficina do Mágico, essa se torna parte da música.

Toda a terra de Oz nesta sequência é melhorada. O meu maior problema na parte 1 foi o uso das cores, que deixou esse mundo sem vida, cores fracas e visualmente feias. Aqui quase tudo está melhorando, principalmente tudo está vivido mais e belo visualmente.

Mas o CGI, principalmente nas cenas de vôo da vassoura da Bruxa Má, é bem artificial e nítido que ela está em uma tela verde e, em outro momento, no final, quando tem um terrível e assustador efeito de rejuvenescimento facial de um personagem.

Wicked: Parte II é, para o  bem, uma das melhores sequências para musicais na  atualidade, com crescimento de suas protagonistas que são destaque. Todo esse universo de Oz se mostra bom reflexo no mundo real, com ótimas músicas e longa e boa experiência e cinematográfica do ano.

NOTA: 8/10

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Matheus Silva
Sobre o autor Matheus Silva

Estudante de jornalismo, fã da cultura pop. Adora ir ao cinema e vivenciar a experiência, seja com um bom filme ou ruim (sendo ruim, será detonado com classe ou não). Adora ouvir música e ler livros.

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