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Crítica: Sabrina Carpenter | Álbum: Man’s Best Friend

Depois de Short N’Sweet, Sabrina Carpenter retorna um ano depois com seu novo álbum Man’s Best Friend, trazendo uma proposta que mistura pop contemporâneo com uma vibe retrô marcante. O álbum mostra uma artista em transição, explorando referências cinematográficas e...

Sumário

Depois de Short N’Sweet, Sabrina Carpenter retorna um ano depois com seu novo álbum Man’s Best Friend, trazendo uma proposta que mistura pop contemporâneo com uma vibe retrô marcante. O álbum mostra uma artista em transição, explorando referências cinematográficas e ousando na estética musical.

Um dos pontos altos do álbum é o clipe de Tears, que remete ao clássico musical Rocky Horror Picture Show. A canção é envolvente e a estética retrô se mistura perfeitamente com o estilo pop de Sabrina, tornando a experiência audiovisual memorável. A participação de Colman Domingo no videoclipe acrescenta ainda mais charme e personalidade à produção.

Outro destaque é Manchild, uma faixa viciante que se mantém facilmente na memória auditiva. É uma música que combina melodias simples com produção eficiente, mostrando a capacidade de Carpenter de criar hits pop cativantes e audiovisuais.

Os dois videoclipes lançados até agora refletem bem a ousadia da cantora. A cinematografia, a coreografia e as referências a musicais e filmes funcionam de maneira coesa e elegante. Essa abordagem é uma marca da carreira de Sabrina, presente desde seus álbuns anteriores, e aqui se mantém como um dos pontos positivos do projeto.

No entanto, nem tudo funciona tão bem. O álbum sofre de repetição em algumas faixas. Muitas músicas parecem similares, não no estilo, mas na maneira como a cantora coloca sua voz, resultando em pouca variação vocal. Essa uniformidade dá a sensação de que algumas faixas estão no “mesmo lugar”, diminuindo o impacto individual de cada canção.

Além disso, o estilo mais ousado e polêmico, presente em letras e videoclipes, nem sempre se traduz em inovação musical. Sabrina se mantém em seu território seguro, entregando boas músicas, mas sem surpreender ou ir além do esperado.

Man’s Best Friend é, portanto, um bom álbum, com faixas agradáveis e algumas ideias criativas, mas que peca por não explorar completamente o potencial vocal e estético da artista. É um projeto competente, porém previsível, que mostra Sabrina Carpenter confiando em sua fórmula de sucesso, sem se arriscar em novas direções.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

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