Predador: Terras Selvagens é uma nova abordagem à franquia popular dos anos 80. A nova caçada da criatura mais mortal dos cinemas e montanha-russa de sentimentos com ação frenética e personagens carismáticos, o longa perde em entregar um fio narrativo que não seja genérico.
Na trama, um jovem predador marginalizado de seu clã encontra um aliado improvável em sua jornada em busca do melhor adversário.
Dan Trachtenberg retorna para novo capítulo da franquia após dirigir Prey (2022) e animação de Predadores: caçadores de caçadores (2025). Diferentes outras visões sobre o personagem. Longa não foca na violência extrema, como nos filmes anteriores. Aqui é mais focado para adolescentes com ação “marvelizada” sem sangue, com monte de CGI, isso nem de longe é mal utilizado, mas para os fãs de longa data da franquia isso pode ter grande divisão de opiniões.
Toda a criação desse universo tem grandes referências a Star Wars, até ficar bem nítido no que o longa se baseia, a um alienígena, mas parece Baby Yoda desse universo; quando ele aparece, já dá pra objetivo para vender bonequinhos.
A ambientação muito bem feita, a sensação de perigo grande, tudo nesse planeta, onde Predador vai atrás da caça e as cenas mostram quão rico é aquele mundo.

Predador: Terras Selvagens/ Foto: Fox
Elle Fanning é destaque com dois papéis interpretados: androides irmãs. Ela consegue equilibrar bem o humor e inocência dessa robô e também a atuação mais sisuda para outra.
A relação dos poucos personagens do filme parece de videogame, não muita progressão. Muitas vezes eles nem mudam muito, contaminados do jeito que começaram.
O Predador feito por Dimitrius Schuster-Koloamatangi fez algo diferente, alienígena, algo mais “humanizado”, diferente das outras encarnações, a uma vulnerabilidade e que é bem-vinda para o arco dramático dele.
A trama é genética, sendo previsível já com poucos minutos de exibição e entendível como vai começar e terminar, mas isso é deixado de lado por causa da ação frenética.
