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Crítica: Nickel Boys (2024)

Um internato ou um pesadelo? Chegou ao Prime Video Nickel Boys, um dos dez indicados ao Oscar de Melhor Filme no último Oscar. Mas será que o longa fez jus ao reconhecimento? Sinopse O filme acompanha a amizade e a...

Sumário

Um internato ou um pesadelo?

Chegou ao Prime Video Nickel Boys, um dos dez indicados ao Oscar de Melhor Filme no último Oscar. Mas será que o longa fez jus ao reconhecimento?

Sinopse

O filme acompanha a amizade e a transformação de dois adolescentes negros em um reformatório juvenil, explorando os desafios, abusos e dilemas morais que enfrentam no local.

Um retrato impactante e necessário

Nickel Boys é um filme forte, que te deixa pensativo e reflexivo por quase duas horas e meia. Sem dúvida, foi uma das obras mais marcantes da última temporada de premiações.

A química entre Ethan Herisse e Brandon Wilson, que interpretam os protagonistas, é um dos pontos altos do longa. Além disso, a relação entre os personagens abre espaço para um debate moral, especialmente por acompanharmos a história pelos olhos de Elwood, o que intensifica o impacto emocional da narrativa.

Uma abordagem imersiva e brutal sem ser explícita

A escolha do diretor de filmar em primeira pessoa — nos colocando na perspectiva de um personagem — torna a experiência ainda mais angustiante. Essa decisão ajuda a transmitir o peso da realidade do reformatório e das relações de poder dentro dele, algo ainda mais significativo por se passar nos anos 1960, um período extremamente difícil para jovens negros nos Estados Unidos.

Outro acerto do diretor é a forma como ele retrata a violência. Em vez de exibir cenas explícitas, ele opta por sugerir os horrores do reformatório, permitindo que o espectador sinta o peso da crueldade sem precisar vê-la diretamente. Isso torna tudo ainda mais perturbador.

Vale a pena?

Nickel Boys é um dos filmes mais fortes do último ano, com um ritmo lento que pode cansar alguns espectadores, mas que nunca perde sua força narrativa. É um filme intrigante, triste e essencial para refletir sobre injustiças históricas.

Nota: 8.5/10

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

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