
O filme em questão é uma aberração cinemática que desafia a lógica e a razão. A performance de Halle Berry é um papelão épico que supera a incompreensibilidade da decisão da Warner Bros. em produzir um filme tão desvinculado do cânone Batman. A transformação da Patience em Mulher-Gato é um dualismo maniqueísta simplório que beira o ridículo.
É incompreensível que Halle Berry tenha aprovado um roteiro tão rudimentar e concordado em personificar a personagem de maneira tão exibicionista. O diretor Pitof perpetra uma aberração cinemática que resulta em um desastre estético-narrativo devido à sua inaptidão em orquestrar uma dinâmica coerente para as sequências de ação.
A edição ultra-fragmentada e o uso excessivo de CGI criam uma experiência perceptual caótica e confusa. O resultado é uma sucessão de borrões visuais que se desenrolam perante o espectador como um Teste de Rorschach em movimento.
O filme só ganha pelo poder do deboche e dos risos involuntários. Seu lugar é na lata de lixo da história do cinema, onde será enterrado pelo nojo do público que assistiu essa porcaria de 114 minutos.

Nem sei como classificar, pois é um anti-filme.
Nota: 0,5/10 💩 🤮
