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Crítica: Minha querida família (2026)

Novo filme de Isild Le Besco, “Minha querida família” mergulha na complexidade dos laços familiares e nas feridas que insistem em ressurgir quando se retorna às próprias origens. Estrelado por Marina Berenson e protagonizado por Élodie Bouchez, vencedora do prêmio...

Sumário

Novo filme de Isild Le Besco, “Minha querida família” mergulha na complexidade dos laços familiares e nas feridas que insistem em ressurgir quando se retorna às próprias origens.

Estrelado por Marina Berenson e protagonizado por Élodie Bouchez, vencedora do prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, o longa acompanha uma família marcada por afetos reprimidos e conflitos que se reúne para passar um fim de semana na casa da mãe. Entre saudades e divergências, irmãos e irmãs se reencontram e revivem traumas, histórias e amores.

Mais do que um retrato afetivo e conturbado das relações familiares, o filme propõe uma reflexão sobre a necessidade — ainda que dolorosa — de voltar às raízes. Além disso, a obra também discute sobre como a personagem “Estelle” (Élodie Bouchez) lida com um término de um relacionamento abusivo às vésperas do encontro familiar, acrescentando uma camada contemporânea e sensível ao drama.

Além de ser a diretora, Le Besco, atua no longa como a personagem “Manon”. A obra dialoga diretamente com o universo artístico da diretora, que se expande para além da tela: durante o período de preparação das filmagens, Le Besco produziu pinturas inéditas que integram uma exposição apresentada a partir do dia 05 de março, na Aliança Francesa, no Rio de Janeiro.

A estética visual do filme é trabalhada de modo intimista e singular. Ademais, a fotografia dialoga com essa estética e faz questão de evidenciar o misto de sentimentos que percorrem a obra, reforçando o caráter emocional da obra.

Sendo assim, apesar de se tratar de um filme interessante, envolvente e de se inserir com propriedade no circuito do cinema independente francês, o longa acaba tratando de forma superficial algumas questões centrais que propõe, o que limita a força dramática de temas que poderiam ser explorados com maior profundidade.

Por fim, segue link do trailer oficial:

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Ana Luiza Prince
Sobre o autor Ana Luiza Prince

Aluna de jornalismo e teatro, apaixonada por arte em todas as suas formas

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