Pimenta Nerd

A sua dose certa de Nerdice

v

Crítica: Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025)

Hamnet, novo filme da vencedora do Oscar, Chloé Zhao, chega aos cinemas nesta semana. Adaptação do livro homônimo de Maggie O’Farrell, a produção entrega uma trágica história de dor e luto representada brilhantemente por Jessie Buckley, que interpreta sua personagem...

Sumário

Hamnet, novo filme da vencedora do Oscar, Chloé Zhao, chega aos cinemas nesta semana. Adaptação do livro homônimo de Maggie O’Farrell, a produção entrega uma trágica história de dor e luto representada brilhantemente por Jessie Buckley, que interpreta sua personagem cheia de camadas.

Na trama, a história de Agnes, a esposa de William Shakespeare, enquanto ela luta para lidar com a perda de seu único filho, Hamnet. Uma história humana e comovente que serve de pano de fundo para a criação da peça mais famosa de Shakespeare.

Chloé Zhao retorna ao cinema após a sua malfadada ida à Marvel Studios, com uma obra intimista. Durante sua rodagem, somos apresentados ao estilo característico da diretora: planos longos, luz natural e sentimentalismo forte que combinam muito bem com essa história de amor entre Agnes (Jessie Buckley) e Will (Paul Mescal), do luto e da criação de um dos maiores marcos do teatro mundial, Hamlet.

Jessie Buckley entrega uma atuação brilhante. Sua Agnes é forte e, em momentos sombrios, demonstra-se imponente, nos levando por seu olhar.  A cena em que ela mostra dor com uma angústia em que ela perde seu filho gêmeo Hamnet em grito alto, Buckley traz algo muito verdadeiro, tornando-se uma das melhores atuações da temporada.

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet / Foto: Universal Pictures

Paul Mescal faz Will ser misterioso; mesmo com pouca presença, ele mostra um lado não tão emocional. Comparado ao restante do elenco, o ator não chama tanta atenção com seu par. Mas algo que destoa um pouco do filme é a caracterização, em que adereços usados chamam atenção, como umbrinco de argola. Em cenas em que ele está, esse objeto tira a atenção, em momentos em que se questiona se esse personagem realmente está na época proposta pela produção.

O roteiro escrito por Zhao e O’Farrell traz diálogos bem escritos,quando eles são proferidos, há impactos fortes nas ações daquela família. O texto equilibra bem o real e o sobrenatural, especialmente na sugestão simbólica de que Hamnet troca de lugar com a irmã entre a vida e a morte.

O final deste longa tem momentos mais poderosos da encenação da peça e Agnes perplexa sobre o que está acontecendo até ela entender que esse acontecimentofaz parte da maneira como seu marido superou o luto, em que as mãos da plateia se juntam a ela para alcançar o ator que está interpretando Hamlet e é muito emocionante.

Com design de produção impecável, tirando detalhes dos brincos, toda representação de época é muito bem realizada; os figurinos e cenários são incríveis. Chloé Zhao entrega um filme para ser visto no cinema, que mostra a graciosidade em situações íntimas.

NOTA: 7/10

Compartilhe em suas redes sociais

Matheus Silva
Sobre o autor Matheus Silva

Estudante de jornalismo, fã da cultura pop. Adora ir ao cinema e vivenciar a experiência, seja com um bom filme ou ruim (sendo ruim, será detonado com classe ou não). Adora ouvir música e ler livros.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pimenta Nerd Recomenda

Categorias

Siga o Pimenta Nerd