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Crítica: Frozen – O Musical (2025)

O conto de duas irmãs Chegou ao Disney+ Frozen – O Musical, a gravação ao vivo da versão de palco do clássico animado de 2013. Mas será que é bom? Será que melhora o filme… ou piora? Vamos descobrir. Sinopse:...

Sumário

O conto de duas irmãs

Chegou ao Disney+ Frozen – O Musical, a gravação ao vivo da versão de palco do clássico animado de 2013. Mas será que é bom? Será que melhora o filme… ou piora? Vamos descobrir.

Sinopse: Frozen é um musical com músicas e letras de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, e libreto de Jennifer Lee, baseado no filme da Disney de mesmo nome. A história gira em torno da relação entre duas irmãs princesas, Elsa e Anna.

Uma das maiores qualidades da peça é sua capacidade de adaptar o filme ao palco, especialmente nos detalhes que, tecnicamente, seriam difíceis de reproduzir. No entanto, essa adaptação também deixa sentimentos mistos.

A cena de abertura é belíssima. É emocionante ver a introdução de Arendelle com um ensemble em perfeita harmonia, somado a um trabalho técnico impecável. Os efeitos visuais brilham – literalmente – em momentos como o congelamento e a construção do castelo.

Por outro lado, as músicas inéditas deixam a desejar. Com exceção dos solos de Elsa (“Dangerous to Dream” e “Monster”) e das canções “What Do You Know About Love?” e “I Can’t Lose You”, as demais novas composições são esquecíveis e poderiam ter sido melhor trabalhadas.

No elenco, Samantha Barks (Elsa) e Laura Dawkes (Anna) estão impecáveis. A química entre elas é comovente – você acredita de verdade que são irmãs. As versões infantis, interpretadas por Martha Bailey Vine e Elizabeth Lyones, são um encanto à parte. Até mesmo os pais, interpretados por Ashley J. Daniels (Agnarr) e Jacqui Sanchez (Iduna), têm pouco tempo de cena, mas conseguem transmitir genuinamente a preocupação com as filhas.

Principalmente Samantha Barks, que entrega uma Elsa cheia de camadas. Sua versão é mais reclusa, introspectiva e contida do que a Elsa animada — e isso funciona muito bem no palco. Você sente o peso que ela carrega, suas dores silenciosas, e se liberta junto com ela na icônica cena de Let It Go. O momento é tão poderoso quanto na animação: visualmente arrebatador, vocalmente impecável e emocionalmente marcante. É de arrepiar em vários momentos. Sem dúvida, Samantha Barks se consagra como uma das melhores intérpretes de Elsa até hoje.

Já Laura Dawkes entrega uma Anna extremamente humana. À primeira vista, sua Anna parece inocente, até frágil demais. Mas essa impressão vai se desfazendo ao longo do musical, à medida que ela cresce, enfrenta desafios e revela uma força emocional genuína. É uma interpretação delicada e tocante, que nos apresenta uma Anna simples, mas comovente e fácil de se identificar — tanto quanto sua irmã.

A dinâmica entre Anna e Kristoff, vividos por Laura Dawkes e Jammy Kasongo, é divertida e cresce de forma natural. No entanto, Kasongo poderia se soltar mais: falta-lhe o sarcasmo e o humor que tornaram o personagem tão querido no filme original.

Oliver Ormson como Hans não convence. Sem carisma, ele não possui o charme de “príncipe encantado” necessário para que o plot twist funcione. Desde o início, ele soa forçado, e seus solos não ajudam em nada.

Craig Gallivan como Olaf entrega um boneco de neve fofo e até tocante, especialmente na cena com Anna no castelo. Ainda que não tenha o mesmo carisma de Josh Gad, ele cumpre bem o papel e conquista o público.

Conclusão:

Frozen – O Musical traz melhorias relevantes em relação ao filme, especialmente ao dar mais profundidade à personagem Elsa. No entanto, ainda carece de ajustes no roteiro e nas músicas adicionais para se tornar um espetáculo realmente completo. Mesmo assim, é uma experiência encantadora – principalmente para quem ama o universo de Arendelle.

Se você busca emoção, magia e uma nova perspectiva sobre o clássico, essa versão com certeza vale o seu tempo.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

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