Em uma entrevista, o diretor Danny Boyle afirmou: “Não parece uma continuação, parece um filme original”. Concordo. Embora utilizem uma linguagem e conceitos do primeiro longa, eles não estão restritos a isso. A franquia “Extermínio” transformou o gênero e deixou sua marca nas obras de zumbis, mesmo que indiretamente. Neste caso, parece que ele se inspira em quem um dia ele já influenciou. Há várias categorias de infectados. Algo parecido com “The Last Of Us”. Preciso mencionar como o “Alfa” me remeteu aos gigantes pelados de “Attack On Titan“, especialmente quando estão acompanhados de seus servos que correm atrapalhados.
O filme consegue instigar a curiosidade sobre o estado desse território após 28 anos do vírus, o que é interessante, no entanto, Alex Garland (roteirista) faz a primeira parte uma exposição excessiva. Na segunda, sinto muito mais controle e bem direcionado na mensagem, ao mesmo tempo que entra em um modo aleatório de acontecimentos que não é gratuito e foge do óbvio. Apenas senti que a tensão do mundo se perdeu para facilitar a trajetória do personagem, mas isso é um pouco compensado pelo crescimento do protagonista, que ganha destaque e expande o tema do garoto que se torna homem. Parece que o clima da primeira parte e o drama da segunda nunca se encontram para um clímax.
A estilização da confusão com planos estranhos e cortes rápidos é utilizada, gosto dessa abordagem, de sentir a montagem. Confere um peso a esse horror de personalidade. O diretor busca e encontra beleza nessa loucura visceral e na estética suja.
NOTA: 7/10
