Filme argentino busca encontrar seu público
Chega aos cinemas brasileiros o longa “A Mensageira” (El Mensaje), dirigido por Iván Fund e premiado em Berlim 2025 com o vencedor do Urso de Prata (Prêmio do Júri). Protagonizado pela atriz revelação Anika Bootz, a obra acompanha Anika, uma jovem menina que alega ter o poder de se comunicar com animais, estejam eles vivos ou mortos. A protagonista percorre a Argentina ao lado de seus tutores, Myriam (Mara Bestelli) e Roger (Marcelo Subiotto), viajando em um furgão. Juntos, os três vivem de pequenas apresentações e atendimentos, explorando essa suposta habilidade em busca de sustento.
Entre os destaques estão Anika e a fotografia de Gustavo Schiaffino, que trabalha em branco e negro de forma muito efetiva para o longa. Entre as imagens desse interior Argentino, fica a sensação um tanto melancólica que o filme transmite.
Entretanto, o filme peca muito no ritmo e no roteiro. Parece ser uma história para um curta metragem que foi expandida para um longa de 90 minutos. Existem lacunas e muitas questões que dão a sensação de estarem presentes somente para preencher tempo. É uma obra que busca o contato com o espectador e ao mesmo tempo faz com que o mesmo sinta que a duração é muito maior do que a realidade.
“A Mensageira” busca encontrar seu público, são poucos os que realmente vão conseguir conectar-se com o longa. A temática é interessante, o potencial é enorme, mas faltam momentos marcantes. Ao final da sessão, não é um filme que fique guardado com o espectador, o que é uma pena, pois poderia ser mais.
