O diretor Antoine Fuqua diretor de Michael, cinebiografia do Michael Jackson e que foi a melhor estreia de sua carreira nas bilheterias neste fim de semana, comentou sobre as refilmagens do filme
“Todos os filmes têm desafios diferentes, mas este foi realmente único. Foi um golpe ainda mais duro para mim naquele momento, porque eu estava exatamente na mesma situação com Emancipation. Eu estava literalmente entregando a versão do diretor quando Will [Smith] deu um tapa em Chris [Rock]. Fiquei chocado e devastado, e sabia o que aquilo significava e que o filme seria descartado. Esta foi uma situação semelhante, porque eu estava entregando a versão do diretor e recebi essa ligação. Foi um dia difícil.”
Segundo Fuqua, muito do material original filmado foi descartado ou não utilizado, com o roteiro original explorando a vida do cantor até meados de 1995, quando as acusações de abuso infantil começaram. “Fomos bastante longe. Analisamos as alegações contra Jordan que não pudemos usar. Fomos além disso. Talvez um ou dois anos depois (1995), quando as coisas começaram a ficar contra Michael”
Fuqua ainda explicou os motivos que o levaram a abandonar a ideia inicial e focar mais no início da carreira de Michael e nos momentos épicos que aconteceram entre os anos 1980 e o início de 1990.
“Graham, [o roteirista] John Logan e eu quebramos a cabeça. Tivemos muitas reuniões. Mas chegamos a uma conclusão ao mesmo tempo: o filme se chama Michael, então você tem que se concentrar no Michael. A menos que você possa realmente dedicar tempo a isso, vamos voltar ao início e mostrar às pessoas quem ele era no palco. Ele é um super-herói no palco. Assim como um ser humano, os filmes têm o poder da empatia para simplesmente dizer: este é um ser humano. Ninguém é perfeito. Era importante levar o público por um processo de como chegar aonde a história vai chegar em um segundo filme; para que as pessoas tivessem uma ideia maior de sua personalidade e do que o moldou.”
O filme conta a história de Michael Jackson além da música, traçando sua jornada desde a descoberta de seu talento extraordinário como líder do Jackson Five até o artista visionário cuja ambição criativa impulsionou uma busca incessante para se tornar o maior artista do mundo. Destacando tanto sua vida fora dos palcos quanto algumas de suas performances mais icônicas de sua carreira solo inicial, a produção oferece ao público uma visão do astro como nunca se viu antes.
Estrelado por Juliano Valdi e Jaafar Jackson, que se revezam entre as fases criança e adulta de Michael, o longa conta com direção assinada por Antoine Fuqua, conhecido por sucessos como “Dia de Treinamento” e “Invasão à Casa Branca”, enquanto a produção fica a cargo de Graham King, vencedor do Oscar por “Bohemian Rhapsody”. O elenco ainda traz outras estrelas como Colman Domingo, ator duas vezes indicado ao Oscar, Nia Long, de “Empire”, Laura Harrier, de “Infiltrado na Klan”, e Miles Teller, de “Top Gun: Maverick”.
O filme, distribuído pela Universal Pictures, será lançado exclusivamente nos cinemas brasileiros em 23 de abril, em versões acessíveis e em IMAX, com sessões antecipadas a partir das 20h, de 21 de abril. Fãs já podem adquirir ingressos em sua rede exibidora de preferência.
