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Crítica: Kokuho: O preço da perfeição

Filme japonês está indicado ao OSCAR de melhor maquiagem e cabelo Com distribuição da Sato Company, em parceria com a Imovision, estreia neste dia 5 de março nos cinemas o longa japonês “Kokuho: O preço da perfeição”. A obra dirigida...

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Filme japonês está indicado ao OSCAR de melhor maquiagem e cabelo

Com distribuição da Sato Company, em parceria com a Imovision, estreia neste dia 5 de março nos cinemas o longa japonês “Kokuho: O preço da perfeição”. A obra dirigida por Sang-il Lee é uma homenagem ao “kabuki” (teatro cultural japonês).

Sinopse: Após a morte de seu pai, líder de uma gangue da yakuza, o jovem Kikuo, de 14 anos, é acolhido por um famoso ator de kabuki. Ao lado de Shunsuke, o único filho do ator, ele decide se dedicar a essa tradicional forma de teatro. Ao longo das décadas, os dois crescem e evoluem juntos, da escola de atuação aos palcos mais grandiosos. Em meio a escândalos e glórias, irmandade e traições, um deles se tornará o maior mestre japonês da arte do kabuki.

Com quase 3 horas de duração, o destaque do filme está para as cenas do kabuki. Cada encenação dá uma nova camada para os protagonistas e a história de vida de cada um vai se vinculando com o teatro. A beleza de cada movimento, a sutileza dos gestos, até os poucos diálogos durante as apresentações tem um impacto muito grande na trama. A indicação ao prêmio de melhor maquiagem e cabelo no OSCAR 2026 é mais do que justa, o trabalho é impressionante e tem influência direta na história.

Algo que pesa em contra o filme é sua duração. Por vezes parece um pouco cansativo e repetitivo acompanhar a jornada desses dois “irmãos”. De uma dupla muito celebrada até o reconhecimento individual de cada um, os arcos acabam sendo parecidos e até mesmo repetidos em diferentes épocas. O longa começa no ano de 1964 e termina no ano de 2014. É uma longa jornada a acompanhar e o kabuki deixa mais intrigante.

Os japoneses tem um estilo particular de cinema. A grande maioria dos filmes nipônicos que chegam aos cinemas, são obras interessantes e extremamente belas. “Kokuho” não foge a regra, é lindo e reflexivo, sobre o preço que cada um está disposto a pagar pelo sucesso e pela perfeição.

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Matheus Gomes
Sobre o autor Matheus Gomes

Gaúcho, vive em Buenos Aires (ARG) e amante da sétima arte desde pequeno. Produtor audiovisual independente na GAMA12 Produções, esteve no Festival de Cannes 2019 com o projeto "3 dias em Cannes" e foi assistente de produção de obra teatral na Argentina.

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