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Crítica: Pânico (1996)

O Retorno dos Bons Slashers nos Anos 90 O primeiro filme da franquia Pânico está completando 30 anos. Com o lançamento de Pânico 7, fica a pergunta: o filme original ainda é tão bom quanto lembramos? Vamos descobrir. Sinopse: Na...

Sumário

O Retorno dos Bons Slashers nos Anos 90

O primeiro filme da franquia Pânico está completando 30 anos. Com o lançamento de Pânico 7, fica a pergunta: o filme original ainda é tão bom quanto lembramos? Vamos descobrir.

Sinopse: Na pequena cidade de Woodsboro, um grupo de jovens do ensino médio enfrenta um assassino mascarado que testa seus conhecimentos sobre filmes de terror. Sidney Prescott, traumatizada pelo brutal assassinato de sua mãe, se torna o alvo preferido do misterioso homicida que aterroriza a outrora pacata comunidade.

O que mais nos marca em Pânico são suas aberturas. A sequência inicial é pura tensão: Drew Barrymore é a vítima da vez, e a forma como a tensão é construída é simplesmente brilhante.

Wes Craven demonstra maestria ao trabalhar a metalinguagem, algo que ele exploraria ainda mais nos filmes seguintes. Essa abordagem inovadora já se mostra como o grande diferencial do longa.

Com duas protagonistas fortes Neve Campbell e Courtney Cox, esta última vindo do sucesso de Friends o filme cria personagens com os quais desenvolvemos uma relação de amor e ódio, especialmente com Gale (Courtney Cox).

O filme constrói a tensão de forma gratificante, deixando o espectador constantemente questionando quem é o assassino. Rose McGowan, como Tatum, cumpre bem seu papel de amiga, mas a narrativa consegue fazer desconfiar de praticamente todos.

A revelação dos assassinos, interpretados por Skeet Ulrich e Matthew Lillard, é impactante. A construção da tensão na famosa cena da cozinha e a explicação das motivações, mesmo sendo clássica, funcionam graças à metalinguagem que permeia todo o filme.

No fim, Pânico envelheceu como um bom vinho. Mesmo assistindo pela primeira vez sabendo quem são os assassinos, o filme mantém o frescor e a inovação que revitalizaram os slashers nos anos 90.

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Marina Bueno
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