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Crítica: Extermínio: O Templo dos Ossos (2026)

Após um final polêmico anterior que dividiu a opinião do público, chega aos cinemas a sequência, Extermínio: O Templo dos Ossos, com outra com uma abordagem mais voltada à fé e aos demônios humanos. Na trama, Dr. Kelson se vê...

Sumário

Após um final polêmico anterior que dividiu a opinião do público, chega aos cinemas a sequência, Extermínio: O Templo dos Ossos, com outra com uma abordagem mais voltada à fé e aos demônios humanos.

Na trama, Dr. Kelson se vê envolvido num novo relacionamento chocante, com consequências que podem mudar o mundo como eles o conhecem, e o encontro de Spike com Jimmy Crystal se torna um pesadelo do qual ele não consegue escapar.

Extermínio nunca foi sobre os infectados, mas sim sobre a humanidade. No capítulo anterior fomos apresentados ao novo elo da franquia Spike (Alfie Williams). Seguindo a trama do anterior, era um drama sobre amor materno. Essa nova parte segue a fé de que o ser humano pode ser mais terrível que os zumbis.

O Dr. Kelson (Ralph Fiennes) é o maior acerto do filme. O ator surpreende e consegue encarar nova face desse personagem misterioso. A cada momento em que ele aparece em tela, somos apresentados a ele, o personagem mais humano do filme. A empatia dele com Alpha/Sansão (Chi Lewis-Parry) é uma das cenas interessantes do filme.

A violência é usada como ponto de partida para discutir a humanidade. Um exemplo em cena num celeiro, onde a gangue de Jimmy captura um grupo de pessoas em uma sequência agonizante, em que a diretora utiliza bem a violência para discutir a maldade.

Extermínio: O Templo dos Ossos / Foto: Sony

Jack O’Connell é outro destaque. Ele é sádico, perverso e manipulador. Quando ele aparece, a repulsa é grande. A maneira como ele interpreta esse personagem traz este duelo contra os princípios de Dr. Kelson mostra que tudo nesse universo está em jogo.

A sequência é muito bem dirigida por Nia DaCosta (A Lenda de Candyman), tem uma estética diferente de Extermínio: A Evolução. Utilizando câmeras de cinema, o filme segue um caminho mais tradicional na direção, mas momentos de destaque têm experiência visual mais desnorteante.

A cena do filme que acredito que vai ser discutida do ano é a performance de Ralph Fiennes fazendo apresentação de rock. Ele dá show de interpretação, chama atenção com como chegamos a esse momento, com isso conecta com a trama, fé e surpreende.

O segundo capítulo desta nova trilogia corrige alguns problemas do capítulo anterior, mas o roteirista Alex Garland deveria ter alguém junto a ele para dar mais emoção às ações dos personagens. O filme, mesmo com ritmo lento, diverte.

NOTA: 6/10

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Matheus Silva
Sobre o autor Matheus Silva

Estudante de jornalismo, fã da cultura pop. Adora ir ao cinema e vivenciar a experiência, seja com um bom filme ou ruim (sendo ruim, será detonado com classe ou não). Adora ouvir música e ler livros.

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