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 Crítica: GOAT(2025)

Um terror alegórico que não convence Chega aos cinemas GOAT, o novo filme produzido por Jordan Peele, que aposta em um terror psicodélico e alegórico tendo o futebol americano como pano de fundo. A premissa é ousada, mas será que...

Sumário

Um terror alegórico que não convence

Chega aos cinemas GOAT, o novo filme produzido por Jordan Peele, que aposta em um terror psicodélico e alegórico tendo o futebol americano como pano de fundo. A premissa é ousada, mas será que o resultado final entrega o que promete?

Sinopse de GOAT

Cameron Cade é um quarterback em ascensão que vê sua carreira ameaçada após ser atacado por um torcedor descontrolado. Sem esperanças, ele encontra apoio em seu ídolo, Isaiah White, que se oferece para treiná-lo em um complexo isolado. No entanto, à medida que o treinamento avança, o carisma de Isaiah revela um lado sombrio, mergulhando Cameron em uma espiral de desorientação e paranoia.

O peso da metáfora em GOAT

Para quem acompanha o futebol americano, GOAT é uma sigla poderosa: Greatest of All Time, usada para definir quem é o maior de todos os tempos no esporte. O filme brinca com esse mito, evocando nomes como Tom Brady, que conquistou o título do Super Bowl de 2021 com o Tampa Bay Buccaneers.

O diretor Justin Tipping busca explorar metáforas e simbolismos, especialmente com a figura da cabra, já que “goat” em inglês também é a pronúncia do animal. A ideia é interessante, mas a execução deixa a desejar.

Terror sem impacto

Mesmo com Jordan Peele na produção, GOAT não consegue transmitir medo ou suspense. As cenas que deveriam causar tensão acabam sendo frias e sem impacto emocional.

Dinâmica aluno e mestre

O elenco traz Tyriq Withers e Marlon Wayans como protagonistas. A relação entre aluno e mentor tinha potencial para explorar obsessão, poder e manipulação, mas carece de intensidade. O resultado é uma dinâmica rasa, sem o tempero necessário para prender o espectador.

A superficialidade de GOAT

O grande problema do filme é a falta de profundidade. GOAT tenta usar metáforas grandiosas, mas não as desenvolve. As ideias ficam soltas, sem conexão com a trama ou evolução real dos personagens.

Além disso, o longa falha em contextualizar o próprio esporte. Quem não entende as funções básicas do futebol americano pode se sentir perdido e desinteressado.

Conclusão: GOAT é uma oportunidade desperdiçada

No fim, GOAT se revela previsível, vazio e decepcionante. A união de terror, esporte e alegoria parecia promissora, ainda mais com Jordan Peele envolvido na produção. No entanto, o resultado é superficial, sem identidade própria e incapaz de sustentar sua narrativa.

Um filme que poderia ser ousado e marcante, mas que se perde em simbolismos sem substância.

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Marina Bueno
Sobre o autor Marina Bueno

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