O casal Warren merecia mais
Está chegando aos cinemas Invocação do Mal 4: O Último Ritual, que promete fechar a franquia. Mas será que Michael Chavez consegue entregar um desfecho à altura? Vamos descobrir.

Sinopse de Invocação do Mal 4
Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren tentam banir um demônio da casa de uma família, encerrando a trajetória cinematográfica do casal mais amado do terror contemporâneo.
Michael Chavez assume a direção do quarto filme, mas, no fim, Invocação do Mal: O Último Ritual acaba sendo mais uma jogada de marketing da produtora do que um fechamento épico da saga.
Patrick Wilson e Vera Farmiga mantêm a química impecável como Ed e Lorraine Warren, mostrando amor e cumplicidade na tela. A inclusão de Orion Smith (Ed jovem) e Madison Lawlor (Lorraine jovem) é uma sacada interessante, mesmo que pouco explorada.
Ben Hardy (Tony Spera) e Mia Tomlinson (Judy Warren) também se destacam, trazendo carisma e algumas cenas em que assumem quase o protagonismo.
Infelizmente, a família Smurl, foco do caso central, é pouco desenvolvida. O público não consegue se conectar com eles, tornando o terror menos impactante e os momentos dramáticos menos envolventes.
A direção de Michael Chavez segue automática, com jumpscares previsíveis e sem dinamismo. Diferente dos filmes originais de James Wan, este não consegue criar tensão de forma consistente, tornando o ritmo moroso em várias cenas.

Apesar disso, Invocação do Mal: O Último Ritual se sobressai em relação ao terceiro filme e aos outros trabalhos de Chavez na franquia. Ainda assim, continua sendo um filme morno, um final que o casal Warren merecia mais, mesmo que algumas cenas emocionantes ofereçam um desfecho bonito para quem acompanhou a saga.
