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Crítica: Jurassic World: Recomeço (2025)

Após três anos do lançamento de seu último filme, a franquia de dinossauros mais amada do público retorna com um novo capítulo. Jurassic World: Recomeço tenta, de alguma forma, reiniciar uma história cuja fórmula já está bastante desgastada — e...

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Após três anos do lançamento de seu último filme, a franquia de dinossauros mais amada do público retorna com um novo capítulo. Jurassic World: Recomeço tenta, de alguma forma, reiniciar uma história cuja fórmula já está bastante desgastada — e isso fica nítido, pois o “jurássico” do título parece estar perdendo sua magia.

Na trama, cinco anos após Jurassic World: Domínio (2022), uma expedição desbrava regiões equatoriais isoladas para extrair DNA de três enormes criaturas pré-históricas, com o objetivo de promover um avanço médico inovador.

O primeiro Jurassic Park, dirigido por Steven Spielberg, e sua sequência, O Mundo Perdido, tinham uma magia e um tom aventuresco que eram o verdadeiro DNA da franquia. Depois disso, os filmes seguintes passaram a tentar, a todo momento, copiar os antecessores. Jurassic World: Recomeço repete essa fórmula. Embora se intitule como um recomeço, o longa está preso ao passado, com referências excessivas e até cópias de cenas clássicas do filme de 1993.

Toda a criação deste novo mundo pós-Domínio (2022), onde os dinossauros estão presentes no cotidiano, é resumida em uma única cena logo no início do filme. A oportunidade de desenvolver esse universo se perde rapidamente, já que a cena é cortada abruptamente para outro elemento e, depois, ignorada pelo restante do longa. O maior problema do filme é justamente não se reinventar dentro da própria franquia. Em um momento em que a trilha de John Williams toca e a cena é praticamente idêntica à do original, percebemos a falta de personalidade da obra.

Jurassic World: Recomeço / Foto: Universal Pictures

Scarlett Johansson (Vingadores) assume o papel da protagonista e entrega momentos interessantes. Sua interação com os personagens de Jonathan Bailey (Wicked) e Mahershala Ali (Moonlight) traz alguns bons momentos de uma amizade caótica entre pessoas distintas. No entanto, esses dramas só existem no roteiro, sem real desenvolvimento. O personagem de Mahershala tem uma filha com quem algo aconteceu, mas isso é apenas mencionado, sem aprofundamento. Johansson interpreta uma mercenária que trabalha tanto que não conseguiu nem acompanhar o enterro da própria mãe — mais um drama que parece vazio, e que, em vez de conectar o público, acaba o afastando.

O retorno de David Koepp, roteirista do filme original, tenta dar algo novo ao projeto. Sua escrita inclui elementos interessantes, como o terror, que fazia parte do 1993 e aqui surge com mais intensidade em algumas cenas. Há boas surpresas, como a ameaça representada pelo dinossauro mutante D-Rex. Porém, os arcos seguintes não têm força: muitos personagens parecem existir apenas para morrer, aprender uma lição de moral forçada, ou simplesmente mudar de opinião de hora para outra.

A direção de Gareth Edwards (Godzilla). As cenas de ação são bem conduzidas. A sequência dos ataques dos dinossauros em um barco é particularmente bem dirigida, mesmo que menos impactante em alguns momentos. A violência é usada com intensidade moderada, e os dinossauros são filmados de forma realista e urgente — toda vez que aparecem, há uma tensão verdadeira, construída para culminar no terceiro ato com a chegada catártica do D-Rex e sua ameaça completa em tela.

Jurassic World: Recomeço tenta, mas não consegue ser um novo começo. A existência desta nova aventura apenas evidencia o desgaste da franquia. Mesmo com novas adições ao elenco, o filme falha em criar algo realmente “novo”. Visualmente, apresenta cenas feias, com CGI destoante e cenários artificiais — tudo isso revela o quão rápido e sem brilho essa produção parece ter sido feita.

O longa estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 3.

NOTA: 5/10

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Matheus Silva
Sobre o autor Matheus Silva

Estudante de jornalismo, fã da cultura pop. Adora ir ao cinema e vivenciar a experiência, seja com um bom filme ou ruim (sendo ruim, será detonado com classe ou não). Adora ouvir música e ler livros.

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