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Crítica: Étoile — Primeiro episódio

A nova aposta do Prime Video estreou em 24 de Abril, com 8 episódios de 1 hora de duração. A produção de comédia dramática é estrelada por Charlotte Gainsbourg e Luke Kirby (Jack e Genevieve), e acompanha a parceria entre...

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A nova aposta do Prime Video estreou em 24 de Abril, com 8 episódios de 1 hora de duração.

A produção de comédia dramática é estrelada por Charlotte Gainsbourg e Luke Kirby (Jack e Genevieve), e acompanha a parceria entre dois administradores de grandes companhias de Ballet — uma de Paris, outra de Nova York. Ambas em crise.

As séries e filmes de dança sempre foram uma mina de ouro, especialmente nos anos 2000. O universo do ballet sempre foi envolvido por glamour e mistério, alvo de fascínio de muitos não dançarinos. Mas depois de tantas abordagens, será que a narrativa ainda tem relevância? E mais: será que a produção passa pelo crivo dos dançarinos na representação da profissão?

Vamos descobrir ao longo dos próximos episódios.

O primeiro episódio tem um bom ritmo e você não sente que uma hora inteira se passou. O ritmo frenético do início do episódio te deixa meio desnorteado, mas logo os acontecimentos são desenvolvidos e você se encontra novamente.

A série apresenta bem os personagens e a dinâmica entre eles com poucas cenas.

O timing de humor é meio estranho até a metade do episódio. Em uma ou outra cena você sente que o texto devia causar uma risada que não vem, mas da metade para o fim, há algumas situações divertidas, principalmente pelo absurdo.

A caracterização dos momentos de tensão de Jack, o diretor criativo do Ballet de Nova York, são um pouco exagerados. Assim como Cheyenne, a estrela da companhia de Paris. Como audiência, nós sabemos sobre a tensão em que ele está, mas o exagero não permite que tenhamos muita simpatia. Ainda assim, é um personagem que pode crescer no gosto do público, apesar da má conduta profissional. A cena da aula de ballet infantil é um exemplo disso.

No caso de Cheyenne, seu jeito desvairado no barco, que torna a personagem intrigante e meio engraçada logo de cara, perde a força quando as cenas seguintes chegam e você percebe que ela é uma revoltada quase que gratuitamente.

A personagem casca grossa que é inimiga de todos e não respeita ninguém é batido, e mesmo quando sabemos de seus motivos, é impossível não achá-la apenas uma mimada. E essa impressão ruim persiste até os últimos minutos do episódio, quando temos uma fagulha mais interessante da personalidade dela.

Apesar disso, é com a Cheyenne em cena que temos os melhores momentos de comédia do episódio, com um humor sutil que me pegou desprevenida. Assim como a cena dela com Crispin Shamblee, o magnata de caráter bem duvidoso que está disposto a pagar por todos os gastos do intercâmbio entre as companhias.

Um ponto alto do episódio é SuSu e sua mãe. As duas imediatamente te cativam, mesmo que apareçam por 5 minutos no episódio inteiro.


Mas e aí, vale à pena?

Vale. Apesar de um tropeço ou outro, é um bom primeiro episódio. A narrativa já apresentou os principais conflitos pessoais de cada personagem e criou curiosidade para os próximos, além de ser divertida. A estratégia de Jack e Genevieve pode dar muito certo ou muito errado. Mas eles não tem outra opção a não ser abraçar o caos e esperar pelo melhor.

É cedo para bater o martelo sobre a representação do ballet, mas acompanhe o Pimenta Nerd porque até o fim da temporada, veremos se ela cumpre tudo o que promete (ou se vai acabar cancelada e esquecida no catálogo).

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Keith Ives
Sobre o autor Keith Ives

Uma enciclopédia humana de comédias românticas. Tenho gosto musical duvidoso e gosto de fingir que estou em um talk show enquanto lavo a louça. Quando não estou assistindo a filmes, estou fazendo miniaturas deles.

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