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Crítica: Aqui (2024)

Aqui o novo filme de Robert Zemeckis estreia esta semana nos cinemas brasileiros. O longa utiliza um recurso para contar a história de famílias que viveram em uma casa, a partir de um ponto de vista peculiar. Será que o...

Sumário

Aqui o novo filme de Robert Zemeckis estreia esta semana nos cinemas brasileiros. O longa utiliza um recurso para contar a história de famílias que viveram em uma casa, a partir de um ponto de vista peculiar. Será que o resultado é bom? Vamos descobrir.

Sinopse: Situado em um único quarto, o filme acompanha as várias pessoas que o habitam ao longo dos anos, indo do passado ao futuro.

Aqui é um filme diferenciado, tanto pela maneira como foi filmado quanto pelo fato de ser o primeiro filme nos cinemas a usar IA para rejuvenescer partes de seu elenco em tempo real. Mas, o que adianta ter um conceito interessante se a trama é rasa e sem carisma.

A direção de Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro) funciona em alguns momentos. A estética do longa é boa, principalmente sua fotografia, que é um dos pontos altos da produção. Conhecido pela forma como costuma dar um tom familiar às suas histórias, Zemeckis enfrenta dificuldade em encontrar um ritmo bom. O filme tem 1h44min, mas, apesar de acompanharmos famílias ao longo de várias décadas, nada de relevante acontece além de montagens um tanto confusas com muitas inserções na tela causando distrações na trama. A história segue no mesmo ritmo, sem gerar emoções ou conexão com o público.

O roteiro, escrito por Zemeckis e Eric Roth (Forrest Gump), tem uma tarefa difícil: tornar os personagens de Tom Hanks e Robin Wright carismáticos. Falta  de desenvolvimento e constante aqui desculpem pelo trocadilho utilizado,Não há conexão entre os astros,  Mas não há conexão entre os astros, em cena o casal está feliz  entre eles depois só eles aparecem discutindo sobre o relacionamento tão conturbado. Os diálogos são expositivos e, em alguns momentos, óbvios. Toda a produção é previsível, e, quando o filme chega ao final, no clímax, onde Hanks e Wright se reencontram, não há emoção alguma.

Quanto às interpretações, Paul Bettany (Vingadores: Era de Ultron) sua performance é chata e sem brilho. Ele tenta dar personalidade ao personagem do pai de Hanks, mas a atuação é sem graça e vergonhosa sem a devida importância ou tom. Tom Hanks (O Terminal) até tenta o seu melhor, mas o uso da IA no seu rosto prejudica sua performance, tornando-a apenas “ok”, sem nada de especial. O mesmo pode ser dito para Robin Wright (Mulher Maravilha).

A utilização de IA para rejuvenescer o elenco muito estranha. A tecnologia ainda não está suficientemente aprimorada para produções desse porte. Como mencionado no parágrafo acima, as atuações são prejudicadas pela escolha estética do diretor, o que cria, em alguns momentos, um efeito de “vale da estranheza”, especialmente nos olhos dos personagens, que parecem sem alma. Além disso, é curioso notar que, enquanto os rostos dos atores foram rejuvenescidos, suas vozes não seguiram o mesmo processo. Em uma cena, por exemplo, a versão mais jovem do personagem de Hanks fala de maneira nítida, mas a voz não corresponde à idade da versão representada.

Aqui representa a falta de sorte de Zemeckis na escolha de bons projetos. Seus últimos trabalhos têm mostrado qualidade questionável e deixam claro que o diretor que entregou uma das melhores trilogias do cinema, De Volta para o Futuro, está perdendo a “magia”. Este longa demonstra que, nem mesmo com os avanços tecnológicos, é possível fazer uma trama interessante.

Aqui estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta 16 de janeiro.

NOTA 4/10

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Matheus Silva
Sobre o autor Matheus Silva

Estudante de jornalismo, fã da cultura pop. Adora ir ao cinema e vivenciar a experiência, seja com um bom filme ou ruim (sendo ruim, será detonado com classe ou não). Adora ouvir música e ler livros.

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